2019 é um ano para investir? Confira como não transformar aplicações em ciladas

O início de ano vem acompanhado de metas e objetivos a serem alcançados ao longo dos meses. Entre os desejos está poupar dinheiro ou investir em algo rentável, seja a curto ou longo prazo. No entanto, antes de iniciar um investimento é fundamental traçar um plano adequado às necessidades e perfil do investidor, tendo consciência dos riscos e prazos para um retorno. Sobre isso, o economista Brenno Almeida ressalta a importância de uma avaliação prévia e cautela diante das eventuais mudanças econômicas ao longo deste ano.

“Para as famílias, pessoas físicas em geral, havendo disponibilidade de recursos, sempre é razoável avaliar quais são as opções mais rentáveis e adequadas ao seu perfil e investir. No caso das empresas, essas que são mais vulneráveis a situações conjunturais como mudanças na política econômica – câmbio, inflação, crédito -, o momento é de cautela visto que apesar da tímida recuperação da economia, ela não se apresenta de maneira consistente, sobretudo com a indefinição de questões importantes como as reformas propostas pelo novo governo”, explica.

Entre as aplicações mais populares, de acordo com Brenno, estão a caderneta de poupança, fundos de investimentos, CDB e RDB, Tesouro Direto e as Letras do Crédito do Agronegócios – LCA e Imobiliário – LCI. “A caderneta de poupança continua sendo a alternativa mais popular utilizada pelas famílias na aplicação de seus recursos. A sua vantagem é a liquidez imediata, ou seja, o poupador pode a qualquer tempo sacar os recursos que na maioria dos casos não incide o Imposto de Renda. Existem também os fundos de investimento que em sua maioria são geridos pelos Bancos comerciais e de investimento, os quais criaram inúmeras opções envolvendo renda fixa e variável com ganhos acima da inflação e da poupança”, ressalta.

Para quem pensa em investir, o economista reverbera sobre a necessidade cuidado, já que “o tempo não anda pedindo ousadia”. Logo, os futuros investidores, seja nas mais diversas aplicações, devem evitar o pensamento de ganhos elevado. “O ambiente, apesar da euforia na bolsa de valores nestas últimas semanas, demanda cautela. Estamos na iminência de alterações substanciais em mecanismos econômicos os quais ainda não podem ser mensurados. Portanto, é prudente que o poupador não tente ousar em fundos ou investimentos que ofereçam ganhos superiores à taxa selic, por exemplo. A recomendação é buscar preservar o patrimônio e volume dos recursos”, expõe.

 

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