5 erros machistas que podem ser combatidos em uma empresa

Equidade de gênero é a chave para um ambiente de trabalho tranquilo. Foto: Freepik

Trabalhar no mundo corporativo não é tarefa fácil. Entre demandas e deadlines, a pressão para se destacar no meio de dezenas de outros funcionários e apresentar qualidades de liderança, pró-atividade e até sociabilidade é uma constante. Infelizmente, quando se é mulher essa pressão é dobrada, uma vez que – talvez por serem detentoras de um estereótipo que as relaciona ao sexo frágil – funcionárias encontram barreiras, quase invisíveis, que atrapalham seu crescimento profissional.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016, cerca de 60,9% dos cargos gerenciais, tanto em empresas públicas quanto privadas, eram ocupados por homens e apenas 39,1% por mulheres. Mesmo quando o nível de escolaridade delas é igual ou superior ao do colega masculino. A pesquisa ainda observa questões salariais, apontando que uma mulher ganha, em média, 76,5% do rendimento dos homens. E se não bastassem os números relacionados a oportunidades e capital, há também problemas relativos a assédios físicos e morais. Se você tem ou trabalha em uma empresa e quer transformar seu ambiente profissional em um local de oportunidades iguais, separamos algumas dicas para facilitar essa transição. Confira:

Equiparação salarial

Uma das formas de garantir a equidade entre homens e mulheres é pagar salários iguais para funcionários que exercem a mesma função. Pode parecer estranho, mas muitas pessoas – com as mesmas qualificações – ganham salários diferentes por conta do gênero, mesmo exercendo os mesmos cargos. A diminuição da diferença nos números que separavam o valor dos ordenados masculinos e femininos desde que as mulheres foram inseridas no mercado de trabalho, já é perceptível, mas a diferença ainda é grande. O Fórum Econômico Mundial prevê que a igualdade salarial entre homens e mulheres só será alcançada em 2186. Mas ninguém quer esperar tanto tempo para ganhar o justo, não é?

Falar é prata, escutar é ouro

Uma das maiores queixas femininas dentro das corporações é de não conseguirem expor suas ideias sem serem interrompidas. A prática é tão constante que ganhou até nome “Manterrupting”, que ao pé da letra significa “interrupção masculina”. Isso acontece quando ao tentar expor uma ideia ou argumento a mulher se vê constantemente atrapalhada por um colega do sexo masculino e acaba não conseguindo passar a ideia de forma satisfatória.

Um exemplo recente foi a entrevista de Manuela D’Ávila, quando era pré-candidata à presidência da república, interrompida 62 vezes no programa Roda Viva. Um número bem maior do que seus adversários masculinos. Para que isso não aconteça no seu ambiente de trabalho, a solução é simples: basta prestar atenção e esperar a colega terminar a explicação. A atitude demonstra, acima de tudo, respeito à profissional.

50/50

Se você já está empolgando em criar um ambiente mais igualitário saiba que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, resolveu dar um incentivo ainda maior para políticas inclusivas. Ela é responsável pela criação do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, que identifica empresas que promovem a igualdade entre mulheres e homens em seu ambiente de trabalho. Para participar, a companhia deve se inscrever e explicar seu plano de ação para melhorar as condições de trabalho de suas funcionárias.

Até mesmo o Great Place to Work, programa de certificação internacional que elege as melhores empresas para trabalhar em diversos países, todos os anos, tem uma categoria especial para instituições boas para mulheres. Essas certificações são um incentivo para a multiplicação de locais de trabalho com um quadro de funcionários representativo, com um número de colaboradores proporcionais em ambos os gêneros.

Promova mulheres

Surgiu uma vaga de liderança? Que tal preenchê-la com uma funcionária? Para quem acredita que o perfil feminino não se encaixa em cargos mais elevados, uma pesquisa feita pelo Peterson Institute for International Economics, em fevereiro de 2016, com dados de 22 mil companhias abertas de 91 países, apontou que ter mulheres em cargos executivos altos pode influenciar positivamente na rentabilidade da empresa. Ter funcionárias em posições importantes também reforça o compromisso da empresa com a busca pela equidade de gênero, além de torná-la mais atrativa aos olhos do mercado.

Combata o assédio

Por último e não menos importante, para um ambiente de trabalho saudável e promissor, é preciso reconhecer e combater casos de assédio contra a mulher. A relação entre colaboradores e até mesmo proprietários deve ser profissional, respeitando o espaço do outro e suas opiniões. Entre as formas de combater o assédio físico e moral dentro da empresa está não permitir piadas de cunho sexual ou que remetam ao sexo de forma pejorativa, evitar elogios que não estejam dentro do contexto profissional e que possam – de alguma forma – constranger quem está sendo elogiado. Não tocar inapropriadamente, não se aproveitar de uma condição hierárquica para se beneficiar, entre outros, também contam como boas práticas. E, caso o assédio continue ocorrendo, a medida mais eficaz é a denúncia.

 

Gostou das nossas dicas? Conta para a gente sua experiência com políticas de igualdade!

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.