Barulho no trabalho: até que ponto conversa e música atrapalham?

Silêncio no ambiente de trabalho

Ambientes de trabalho podem ser barulhentos. Aquela conversa paralela entre colegas, a explicação sobre uma tarefa a ser desenvolvida, música colocada no computador ou no fone de ouvido ou até mesmo o ruído causado pelo teclado compõem uma sinfonia capaz de atrapalhar os funcionários mais distraídos. Enquanto alguns preferem a companhia do fone de ouvido para trabalhar, outros não abrem mão da total quietude no momento de exercer as atividades laborais.

Embora o grande campeão de motivo para brigas no ambiente de trabalho seja o ar-condicionado, os ruídos também têm seu papel para discórdias. Nesta terça-feira (7), é comemorado o Dia do Silêncio, data que surgiu como uma forma de conscientização sobre a presença constante de estrépitos e valorização da ausência de sons.

Segundo a gerente de recursos humanos Sabrina Torres, é importante existir a quietude dentro do ambiente de trabalho. “Principalmente em algumas profissões que exijam mais concentração, é muito importante [haver silêncio] por uma questão de concentração e da produtividade das atividades”, salienta. Segundo um levantamento feito pela agência online de marketing WebpageFX, 61% dos funcionários escutam música no trabalho para se sentirem mais felizes.

O apontamento também salienta que 88% realizam um trabalho mais preciso quando estão ouvindo música. Além disso, a pesquisa revela que 77% dos donos de pequenos e médios negócios acreditam que a música levanta o astral da equipe.

Conversas paralelas também atrapalham

Mesmo que realizadas esporadicamente e sem a intenção de prejudicar os profissionais, as conversas paralelas podem ser inimigas no trabalho. “Eu acho que a conversa e o barulho são prejudiciais se você falta ao respeito ao direito do outro. Até um tom de voz mais elevado, você tem que se policiar porque um colega seu pode estar no telefone ou estar concentrado. Você tem que manter algumas cautelas, analisar seu tom de voz, o tipo de conversa que deve ser tomada naquele momento”, aconselha Sabrina Torres.

Uma das formas de evitar tratar demais de assuntos não relativos ao trabalho é concentrar-se nas atividades desenvolvidas. Entretanto, a gerente de recursos humanos ainda revela que o silêncio não precisa ser mantido religiosamente. “É importante as pessoas trocarem ideias e conversarem, mas vai depender muito do tipo de atividade e do tipo de empresa. Por exemplo, empresas de comunicação, de tecnologia, os ambientes são mais abertos até para promover este tipo de conversa, de situação. Mas, em outro caso, num hospital, é preciso, de fato, manter religiosamente por uma questão de respeito com os pacientes”, completa Sabrina Torres.

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