Brasil tem 250 mil postos com oportunidade de trabalho à espera de profissionais

Estar inserido no campo profissional de tecnologia ainda é desejo de muitos. Se você é um desses que almeja atuar na área, já deve ter notado que o setor teve crescimento nos últimos anos. Em meio ao desemprego, fruto da crise que afeta milhares de empresas, encontramos um oásis de oportunidades, que oferece mais de 250 mil postos de trabalho só no Brasil, além de movimentar US$ 38 bilhões só em 2017. Os dados foram apresentados pela consultoria americana IDC.

A exemplo deste cenário está Yuri Fernando, de 23 anos. Recém-formado em ciências da computação,  já saiu da faculdade empregado em uma multinacional da área de consultoria de gestão. A colação de grau, momento em que de fato o estudante alcança o término da graduação e ganha o certificado de conclusão ou diploma, foi realizada no mês de agosto, mas a assinatura na carteira de trabalho já estava lá há nove meses. “A dificuldade em conseguir estágio na área de TI é apenas no começo [do curso]. Depois que você se inclui no mercado de trabalho, decola caso se empenhe. Mas como eu gosto muito do que faço, não tenho como não me empenhar”, explica.

Ele acrescenta que a parte mais difícil foi conseguir um estágio, logo no início, fator comum na área de TI. Apesar disso, após entrar no mercado de trabalho por meio do primeiro estágio, vários outros foram surgindo. “Passei um ano como estagiário na empresa SYSTI e depois fui chamado para Accenture, meu primeiro emprego”, detalha.

Fernando Fontes, CTO da Ciclic, fintech de previdência complementar digital, explica que a ausência de profissionais para preencher a lacuna de vagas está na demanda que o mercado pede em relação à experiência com plataformas digitais.

“Ainda existe um distanciamento entre o mercado e a universidade e acredito que isso possa ser resolvido com projetos de inserção no ecossistema digital”, relata.

Demandas do mercado de trabalho

Embora seja necessário que os profissionais da área de tecnologia saiam capacitados tecnicamente das instituições de educação, é preciso que eles também desenvolvam as chamadas soft skills – que são habilidades pessoais, de comunicação e traços de caráter que podem ser considerados pontos positivos no currículo.

“A Ciclic procura um profissional com perfil empreendedor, de liderança, que saiba trabalhar bem em grupo, que tenha vontade de fazer mais do que o que ele foi treinado ou contratado. E isso é um gosto geral do mercado de TI”, pontua Fontes.

Fernando Fontes ressalta ainda que,  além desse perfil diferenciado, se faz necessária a qualificação, sendo relevante que estudantes e  pessoas que trabalhem com tecnologia se capacitem dentro das suas áreas, fazendo cursos, indo a eventos

 Mercado freelancer

Se por um lado as empresas estão em busca de profissionais para ocuparem as vagas, por outro, os especialistas em tecnologia procuram mais flexibilidade no trabalho, por meio de serviços freelancer, ou seja, sem vínculo empregatício.

Esses profissionais que optam pelo trabalho autônomo são aqueles que estão em busca de mais flexibilidade de horário e liberdade, mas para conseguir pagar as contas do mês como freelancer, é preciso ter dominar soft skill. “Esses profissionais têm outras qualidades além das técnicas, pois investem em marketing pessoal, têm boa comunicação com o cliente, habilidades de interação. Assim, conquistam uma cartela de clientes e com dois ou três projetos bem feitos, conseguem boas remunerações”, conta Bracciaforte.

Panorama de mercado

Segundo um estudo realizado pela plataforma de recrutamento digital, profissionais que estão no topo do ranking salarial são os desenvolvedores, com saldo de cerca de R$ 6,4 mil mensais. Em seguida, estão os Business Intelligence, que recebem R$ 6.241. Ocupando as terceira e quarta posições, ficam Design UX/UI, com R$ 5.466, e Marketing Online, com média de R$ 4.588. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são as principais cidades na oferta de empregos em tecnologia.

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