Como discordar do meu chefe sem ter medo de ser demitido?

Segundo a gestora de Recursos Humanos Mônica Andrada, existem alguns meios que o funcionário pode tomar para tecer uma crítica ao seu chefe sem gerar um mal-estar entre ambas as partes

A relação entre a chefia e os subordinados pode ser a melhor possível, mas quando chega o momento em que o funcionário precisa discordar do seu gestor, o cenário ganha outro clima. O receio tende a tomar conta da situação, além do grande vilão: o medo de ser demitido. Contudo, de acordo com a gestora de Recursos Humanos Mônica Andrada, é necessário saber que dá para ter opiniões divergentes sem causar um mal-estar entre ambas as partes.

Para a gestora, antes de qualquer coisa, o funcionário precisa saber que existe o momento e o jeito certo de falar. “Deve-se evitar criticar durante uma reunião. Esse tipo de atitude pode ser considerada como impulsiva, além de causar algum tipo de desconforto. Quando discordar de algo, converse a sós com seu chefe e no horário de trabalho. E lembre-se de manter o tom certo na conversa para não parecer um ato de insubordinação”, afirma. “Evite também a fofoca. Comentar com os companheiros de trabalho pode gerar um falatório e tomar uma proporção que você não imaginou”, completa Mônica.

De acordo com a profissional de RH, é importante saber que nem todos os gestores são receptivos às críticas. “É preciso conhecer o estilo do seu chefe. Existe a possibilidade dele não querer ouvir o que você quer dizer. Sendo assim, coloque na balança e reflita se vale a pena ou não fazer o comentário. Caso você acredite que sim e saiba administrar a situação, é válido pontuar”, diz.

Por fim, Mônica Andrada destaca também a necessidade de estar pronto para a reação. “Mesmo que você tenha planejado milimetricamente a forma e tudo que iria falar, é preciso ter em mente que nem tudo sai como esperamos. Sua crítica pode ser bem vinda e ainda garantir um saldo positivo, mas também você deve estar preparado caso sua crítica ou opinião não seja acatada. Isso também não pode se tornar um impeditivo para futuras ponderações”, conclui a profissional.

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.