Como melhorar meu currículo sem prolixidade?

Carol Ramalho, mestre em gestão empresarial, professora e empresária, traz dicas valiosas sobre a otimização do documento.

Tempo. Talvez essa seja a palavra mais com o significado mais cobiçado dos últimos anos. Com a vida corrida, o que as pessoas mais buscam atualmente é a praticidade. Seja no momento de uma compra, seja na hora de resolver um problema ou, até mesmo, na hora de uma seleção para uma vaga de emprego. Pensando nisso, conversamos com Carol Ramalho, mestre em gestão empresarial, professora e empresária, a fim de mostrar como você pode melhorar seu currículo sem ser prolixo.

Adaptando de acordo com a função

Antes de qualquer coisa, Carol Ramalho destaca que não existe um ‘currículo perfeito’. “Devemos ter em mente que é um documento que vai te representar perante a empresa, ou mercado de trabalho, que tem o objetivo de fazer você ser convocado a participar de uma seleção”. Contudo, a docente também aponta para a importância do currículo seguir um modelo de acordo com a área que se atua e que ele valorize as suas qualificações. “Não tem nada de errado uma pessoa ter mais de um currículo. Por exemplo: uma pessoa pode atuar na docência e atuar como advogado. Ou seja, ele pode ter um currículo para quando for mandar para as instituições de ensino e pode ter um currículo adaptado para quando for mandar para um escritório de advocacia”.

O que colocar?

Para o candidato que deseja melhorar o currículo sem prolixidade, Carol Ramalho já alerta sobre o tamanho do documento. “Teoricamente uma ou duas páginas”, diz. “O importante do currículo é a gente colocar nossa formação; faculdade – o nome da instituição, o ano de conclusão; idioma, se tiver; e o que não pode faltar é colocar os seus resultados. O que você trouxe de resultado para as organizações que você passou? Mais do que uma boa descrição do que fez e, principalmente, deixar claro se você melhorou um processo ou aumentou um faturamento, por exemplo”, afirma a mestre em gestão empresarial.

No caso do primeiro currículo, a docente fala sobre a importância de selecionar os pontos relevantes. “Se você faz parte de algum projeto social, se fez algum trabalho voluntário, além dos curtos que você já fez – excel, informática, algum idioma”. De acordo com Carol Ramalho, à medida que você vai vivendo novas experiências, as mais relevantes vão tomando o lugar das com menos relevância e assim você consegue melhorar seu currículo.

Outra dica, é atribuir ao currículo os cursos realizados durante o período da universidade. “O que pode dar credibilidade para os cursos que você fez é a instituição e a carga horária”, diz. “No momento em que sua carreira for se moldando e aquele curso não fizer mais sentido, você pode ir tirando. Mas no começo, todos os cursos que você achou que tem a ver e agregou à sua carreira profissional, pode colocar”, completa Carol.

Por Thayná Aguiar


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