Confira nove itens para não colocar com seu currículo

Levantamento de empresa mostra que 15% dos currículos são descartados. Foto: Freepik

Perfume, fotos pessoais e até assinaturas. Esse três itens são facilmente encontrados em um caderno de lembranças, ou diário, principalmente quando feito por pessoas caprichosas. Porém, você já imaginou encontrá-los em um currículo? De acordo com a analista de recursos humanos da JBV Soluções em Recursos Humanos, Sérlica Maia, muita gente tem colocado esses elementos nas aplicações destinadas à vagas de emprego, sem saber que estão cometendo um erro que pode encerrar a oportunidade.

Uma pesquisa realizada pela agência de empregos Luandre mostrou que 15% dos currículos são descartados logo na primeira análise, por estarem mal feitos e não conterem todas as informações essenciais sobre o profissional. Para Sérlica Maia, o currículo não pode conter erros. “O currículo tem que ser feito com o maior cuidado possível. Não pode conter erros na parte grafológica, no conteúdo, nem no layout. Além disso, é recomendado que ele só tenha uma página, mas, caso o profissional seja muito experiente, pode conter duas”, explica. Já a professora e especialista em psicologia nas organizações Alessandra Fontes, aponta para um dado alarmante. “Dos currículos que eu recebo, posso dizer que 85% são confeccionados com informações que não são verdadeiras”, afirma.

As especialistas listaram alguns dos principais erros que são encontrados nos documentos enviados aos departamentos de recursos humanos das empresas. Confira-os abaixo.

Informações falsas

“O ideal é que o profissionais coloquem informações que eles consigam comprovar”, afirma Alessandra Fontes. Cursos, escolaridade experiências profissionais anteriores e até mesmo endereço são falseados. “Muitas vezes os candidato diz que tem ensino médio completo, no currículo, e quando eu pergunto até que série ele estudou, ele afirma que foi até o primeiro ano, por exemplo”, observa docente.

Referências pessoais

Essas referências não são incluídas no currículo. “O recrutador não vai ligar para uma mãe, um tio, um amigo ou qualquer outro parente do candidato. O recrutador quer saber como ele foi na empresa anterior, então as referências pessoais não ganham espaço no currículo”, explica Alessandra Fontes. Por outro lado, a analista Sérlica Maia aponta que referências só devem ser passadas no momento da entrevista. “O ideal é entregar em um papel à parte ao recrutador, no momento da entrevista, caso a empresa solicite”, diz.

Objetivos que você não consiga desenvolver

“Muitas vezes o profissional coloca em seu currículo que é proativo e sabe lidar em equipe e quando o recrutador questiona sobre o que é proatividade para ele, ele não sabe responder”, exemplifica Alessandra. Segundo a especialista em psicologia nas organizações, esse tipo de situação é comum, mas deve ser evitada no currículo porque demonstra que o profissional não está capacitado e, consequentemente, diminui consideravelmente as chances de alcançar a oportunidade

Perfume

Quando os currículos são entregues presencialmente, esse tipo de situação ainda é comum, segundo Alessandra Fontes. “Ainda existem pessoas que fazem isso. Muitas vezes nós, recrutadores, pegamos um currículo e sentimos logo o cheiro, então já sabemos que a pessoa perfumou seu currículo. Isso é altamente não recomendado e pode render pontos negativos na seleção”, explica.

Fotos de cunho pessoal

Segundo Sérlica Maia, as fotos no currículo somente são necessárias se a empresa solicitar, Caso contrário, ela não precisa ser posta. “O profissional pode colocar uma foto sorrindo, pois o sorriso é o cartão de visita da pessoa. Aquelas fotos 3×4 estão obsoletas”, explica. Já Alessandra, faz um alerta: “É bom evitar fotos de cunho pessoal. Uma foto com teor mais profissional é o que vem a calhar nessa situação”.

Informações pessoais demais

RG, CPF, entre outros dados restritos não necessitam ser colocados no currículo. “Isso não precisa ser posto. Os recrutadores não querem saber esse tipo de informação, pois existe um processo seletivo específico para coletar esses dados”, conta Sérlica.

Assinatura e mensagens de cunho religioso

Mesmo sendo um documento, o currículo não precisa ser assinado. “Eu ainda encontro muitos currículos com assinatura da pessoa ao final e mensagens como ‘Deus seja louvado’ ou ‘Que a paz esteja contigo’. Esse tipo de informação não cabe a um documento profissional”, aponta Alessandra.

Empregos antigos na frente dos mais recentes

As experiências devem ser colocadas das mais recentes para as mais antigas. “Muitas pessoas pecam nessa hora. O candidato não precisa colocar aquela vaga que preencheu em uma empresa há dez, 15 anos”, explica a analista de RH da JBV, Sérlica Maia. Esse tipo de preenchimento só vale caso do a empresa seja relevante e o cargo seja na área desejada, pondera, ainda, a profissional.

Experiências profissionais que não tenham a ver com a vaga

“Por exemplo, se eu tive um trabalho como operador de telemarketing e outro como vendedor, e agora eu quero uma vaga de vendedor, eu não vou colocar no currículo que eu fui telemarketing”, aconselha Alessandra. A docente ainda aponta que esse tipo de informação mal distribuída pode contribuir para passar a visão de um profissional indeciso e inseguro.

 

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