Cursos extracurriculares podem ajudar na colocação profissional

É necessário priorizar cursos extracurriculares na área em que pretende atuar, mas também há espaços para formações que agregam valor pessoal

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Conquistar a vaga dos sonhos é a meta de muitos profissionais, sobretudo aqueles recém formados, que geralmente estão com todo gás e entusiasmo para correr atrás dos objetivos. Alguns pecam pela falta de qualificação para competir em um mercado cada dia mais acirrado, afinal, ter só a graduação no currículo não é certeza de nada. Uma pesquisa realizada pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), no final de 2020, aponta que mais de 40% dos graduados estão sem trabalho, em um país onde 14,7 milhões de pessoas também buscam uma oportunidade de emprego, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Incrementar o currículo com cursos extracurriculares, livres, de extensão, de qualificação, pode ser um primeiro passo para conquistar a vaga. No entanto, uma pergunta deve pairar pela cabeça dos estudantes: é preciso fazer apenas cursos na minha área? A resposta é: depende. Para a Mestre de Gestão Empresarial, Carol Ramalho, é preciso avaliar as prioridades, afinal qualquer curso extra vai exigir investimento de tempo e dinheiro. Se você está se formando em engenharia da computação, por exemplo, um curso de gastronomia não seria tão interessante para alinhar com a formação. Não que seja proibido, mas, de acordo com a especialista, focar na área em que deseja atuar é o ideal.

Focar em uma área, mas não esquecer dos agregadores comportamentais

Segundo Carol Ramalho, também é válido conversar com os outros profissionais da área, como os professores, que conhecem o mercado, e saber quais as exigências do momento e qual conhecimento você pode adquirir para tentar se destacar em uma avaliação curricular.  “Olha as vagas que têm na sua área de atuação, o que está sendo pedido, quais os requisitos. Conversar com seus professores. A responsabilidade pela formação é do aluno, cada aluno é responsável pela sua carreira. É extremamente importante você atuar no que está sendo exigido, baseado no que as vagas estão pedindo, nos artigos em relação à área, numa conversa com professores. Qualquer profissão que você for ter, essa questão de estar fazendo preparações extra-faculdade, sempre será necessário”, aconselha.

Entretanto, há uma variável. Hoje, as empresas também buscam profissionais com conhecimentos diversos, desde que eles façam algum sentido para o profissional. Se caso o estudante de engenharia da computação estiver pleiteando uma vaga em uma empresa de alimentos, em uma rede de restaurantes, ou algo do ramo alimentício, é super bem vindo ele incluir no seu currículo os cursos extracurriculares que fez na área de gastronomia, porque mostra para o selecionador que ele realmente tem interesse por aquele tipo de mercado.  “Quando a gente fala de vida profissional, a gente não está falando só de conhecimento técnico. A gente está falando de conhecimentos comportamentais. Tem muitos cursos que desenvolvem a gente na área do comportamento e que vão influenciar diretamente na nossa atuação como profissional”, diz a mestre de gestão empresarial. 

Como incluir os cursos no currículo? 

É necessário atenção e cuidado na hora de elaborar o documento, que é a primeira coisa que o recrutador vai saber sobre você. Além de ser atrativo, o currículo deve conter informações importantes como as horas dedicadas à capacitação e data de conclusão. “Um curso feito em 8h de Excel é uma coisa. Um curso de 100h de Excel é outra. No momento em que a gente bota o nome do curso, a instituição, a carga horária e a época [em que fez] dá credibilidade aquele curso”, afirma Carol Ramalho. 

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Por Marcele Lima

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