Dia Mundial da Saúde Mental: quando é preciso parar e pensar no bem-estar?

Diariamente, acontecem diversas situações boas e ruins que despertam sentimentos e emoções comuns a todos os indivíduos. No entanto, como se lida com esses sentimentos é o que determina como está nossa saúde mental. E, hoje em dia, manter o bem-estar psicológico não é uma tarefa tão simples, principalmente neste período pandêmico. 

De acordo com a cartilha “Pare e olhe para você”, do Hospital Israelita Albert Einstein, diversos fatores como estresse, brigas, atrasos, doenças, limitações, entre outras situações cotidianas, podem afetar negativamente o bem-estar psíquico de uma pessoa. Para reforçar a necessidade de cuidar da saúde mental, se comemora, neste domingo (10), o Dia Mundial da Saúde Mental, instituído em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental.

Para o psicólogo Cleyson Monteiro, prestigiar a data significa celebrar a vida, discutir mais sobre o tema e passar para as pessoas a ideia de que sem sanidade mental, não existe saúde. Assim também pensa a psicóloga Márcia Karine que reforça a importância da data: “a alusão a saúde mental deve ser feita de janeiro a janeiro, uma vez que as pessoas precisam diariamente de apoio e acolhimento. O Dia Mundial da Saúde Mental ainda ajuda a alertar as pessoas sobre a importância de se prevenir futuros adoecimentos.”

Embora a data tenha o intuito de lembrar as pessoas que cuidar da saúde mental se tornou algo imprescindível, ainda há muitos estigmas relacionados às doenças mentais que dificultam, muitas vezes, a procura pela ajuda, é o que aponta Monteiro. “É um fato. O preconceito atrapalha muito o cuidado. Percebemos que as pessoas minimizam a dor da mente. Então, muitas vezes, as pessoas não acreditam, não dão crédito, ou acham que é besteira. Não existe sofrimento pequeno, sofrimento é sofrimento. Cabe o acolhimento, a empatia e a compreensão de que aquele momento é uma necessidade de intervir através de afetos emocionais, do apoio sem critérios de valor”, ressalta o psicólogo.

Quando parar e pensar no próprio bem-estar psicológico?

De acordo com Márcia Karine, as pessoas que não estão psicologicamente bem, tendem a apresentar mudanças de comportamento que nos levam a perceber as alterações biopsicossociais. “Observamos, diante desses comportamentos, a baixa da autoestima, a falta de apetite, a insônia, a agressividade e o isolamento social”, elenca.

A psicóloga pontua: “O momento de parar e pensar ainda mais na saúde mental é quando percebemos uma irritabilidade sem explicação, uma força que nos puxa para baixo, uma vontade de ficar apenas deitado e quando tudo incomoda. Pensamentos negativos também são mudanças pessoais sentidas pelo próprio indivíduo, que, às vezes, consegue perceber de início e, em outros momentos, a dor já está instalada no corpo.”

Márcia, ao ser questionada sobre o que fazer quando não se está bem psicologicamente, aconselha buscar o sentido da própria vida, fazer coisas que possam resgatar o prazer de viver e aliviar a dor psíquica. “Um psicólogo é indicado para orientar corretamente o tratamento que, muitas vezes, precisa de uma intervenção medicamentosa. Recomenda-se, ainda, ler um livro, fazer uma atividade física, caminhar na praia, fazer coisas que nunca fez antes, como por exemplo, comer comidas novas, fazer pinturas e desenhos, entre outras atividades”, indica a psicóloga.

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