Doar sangue garante um dia de folga no trabalho e ajuda a salvar a vida de até 3 pessoas

O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado em 14 de junho. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014. No Brasil, o dia serve para dar visibilidade a diversas campanhas de estímulo à doação em hemocentros espalhados pelo país. Ainda assim, menos de 2% dos brasileiros são doadores, conforme a OMS.

Um dos incentivos para que mais pessoas pratiquem este ato de amor ao próximo é a folga no trabalho para quem doa sangue. O artigo 473, inciso IV,  da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), traz a determinação que, a cada 12 meses, um funcionário que fez uma doação voluntária de sangue pode tirar um dia de folga.

A legislação também resguarda o benefício a funcionários públicos e militares, por meio da Lei 1.075/1950.

No entanto, o funcionário precisa comprovar que realmente esteve no hemocentro e que realizou a coleta no dia estabelecido. Geralmente, o próprio hemocentro emite um atestado de liberação das funções por um dia, sem ônus na remuneração mensal. “O empregador não pode punir, descontar, pois a lei é soberana nesse sentido. Caso se tenha alguma penalidade que seja de cunho disciplinar ou desconto salarial, o empregado pode pedir reparação dos danos judicialmente, pelo descumprimento da lei”, explica o advogado trabalhista Paulo Rodrigo.

Mesmo tendo direito de tirar o dia livre, os doadores precisam se preocupar em avisar os gestores e seus colegas de trabalho, simplesmente para que a ausência não seja uma surpresa e acabe atrapalhando o andamento das atividades.“Ressalto que o bom senso na comunicação entre empregados e empregadores deve ser realizado no contrato de trabalho, para não haver prejuízos para ambos”, orienta o advogado.

Por que 14 de junho?

Este é o dia do nascimento do imunologista austríaco Karl Landsteiner (1868 – 1943), que descobriu o fator RH e os diferentes tipos sanguíneos, evento primordial para o avanço da medicina, da genética e da biologia.

Principais exigências para ser tornar um doador

  • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos. Os menores de idade precisam de autorização dos pais ou responsáveis, de acordo com cada hemocentro.
  • Pesar no mínimo 50 kg.
  • Dormir bem um dia antes da coleta. Pelo menos 6 horas de descanso são ideais.
  • Estar bem alimentado, evitando apenas alimentos ricos em gorduras, no mínimo 4 horas antes da doação.
  • Estar saudável
  • Documento original de identificação com foto. Pode ser RG, Carteira de trabalho, passaporte…

Depois da primeira triagem, os candidatos passam por uma entrevista com um profissional de saúde. Nela, são questionadas condutas sociais e comportamentais, histórico de doenças e medicações que ele faz uso, entre outras. Sendo aprovado nesta etapa, a pessoa está apta para doar sangue. Uma única coleta de 450 ml pode ajudar a salvar a vida de até 3 pessoas, além de poder ser utilizado para diversos fins, como cirurgias programadas, traumas, emergências, tratamento de pacientes com câncer, queimados e pessoas com problemas de coagulação e hemofílicos.

Por Marcele Lima

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