É possível trabalhar a diversidade no campo publicitário?

Foto: Adidas-OriginalsPharrell-Williams-Pink-Beach/Reprodução

Inclusão. Palavra que significa o ato ou efeito de incluir-se. Porém, no universo da publicidade e propaganda a ação de incluir diferentes tipos de público em suas mensagens parece estar ainda dando os primeiros passos. Entre 2016 e 2017, foi possível observar algumas marcas, antes voltadas para público de gêneros específicos, dando alguns passos rumo à diversidade. Propagandas de cunho LGBTQ, como o lançamento do perfume Humor, da rede de cosméticos Natura, ou a total mudança de posicionamento da cerveja Skol, que após anos de campanhas machistas resolveu mudar a forma como se comunica com seus consumidores, são alguns exemplos de uma publicidade que busca lançar um olhar para um outro público-alvo, que existe, consome e sente falta de enxergar a si mesmo nos veículos de comunicação.

Mas apesar de serem mais impactantes, não é apenas nos discursos de gênero que se faz necessária a inclusão. Deficientes físicos, visuais e auditivos também são uma parcela grande da população que não se vê representada nos meios publicitários. Para lembrar a importância de incluir a diversidade em campanhas midiáticas separamos algumas propagandas que conseguiram, mesmo que de forma sutil, alcançar diferentes públicos lançando-se no mar da representatividade. Confira!

Paixão cega

Baseada no projeto de lei Nº 837/2011, que garante a gratuidade para cegos e acompanhantes não-deficientes em eventos esportivos e culturais no Rio de Janeiro, a NBS e o Clube de Regatas do Flamengo criaram, este ano, a ação “Paixão Cega”. Juntos lançaram um vídeo que convida à imersão em um estádio lotado apenas ouvindo o barulho da torcida e possibilita, por meio de um site especial, que torcedores não-deficientes e deficientes, sejam combinados (após cadastro) para realizar um encontro para assistir aos jogos.Confira o vídeo.

Para gritar com as mãos

Também unindo a paixão pelo futebol, em setembro de 2017, a Alcatel, empresa fabricante de celulares, fez uma parceria com o time Corinthians para apresentar um novo aplicativo em seus smartphones, o sistema Guilia, que facilita a comunicação para surdos. A campanha foi lançada no Dia do Surdo e levou três torcedores deficientes auditivos ao estádio do time para assistir ao jogo e aprender os hinos cantados pela torcida. Veja o vídeo!

Espírito Natalino

Com a proximidade do Natal e em busca de contar experiências inspiradoras, a Sadia lançou uma história natalina um pouco diferente da típica família ao redor do peru. Ela retrata uma menina com Síndrome de Down que treina para uma grande corrida de Natal da escola. Sem perceber ela conta com a ajuda de um vizinho e seu cachorro para alcançar seu objetivo. Assista o vídeo!

Coleção de elegância

Em 2016, a Adidas chamou atenção do mundo após o lançamento de sua coleção Pink Beach. O motivo? A marca escalou apenas modelos negros para a divulgação do produto. Em um ambiente onde as campanhas são feitas majoritariamente por profissionais brancos e loiros, escolher um casting apenas com modelos negros, em uma das mais belas coleções da marca (a quarta assinada pelo rapper Pharrel Williams), é uma forma elegante e necessária de praticar a inclusão racial. Veja o vídeo da campanha.

Simpatia em todas as formas de amor 

Já há tempos que a Natura se posiciona a favor da diversidade. Há campanhas da marca com modelos de diferentes tipos físicos, com cabelos que antes eram considerados fora do padrão da publicidade (crespos, cacheados, coloridos) e levantando questões sobre o papel do homem nas relações familiares. Mas ainda assim, um comercial lançado no Dia dos Namorados chamou a atenção por deixar explícita a posição da marca sobre questões LGBTQ.

A rede lançou uma série de vídeos brincando com as típicas “simpatias” para atrair amor, uma delas protagonizada por um casal lésbico. O vídeo, de apenas 16 segundos, mostra o flerte e o beijo entre duas mulheres. Algo que dificilmente é veiculado nas mídias tradicionais, mas que é tratado pela marca como deve ser, com naturalidade. Veja o vídeo.

Já pensou em estudar para fazer propagandas mais inclusivas? Conta para a gente se você sentiu falta de alguma!

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