Educação a Distância pode ajudar pessoas com diferentes deficiências

A Educação a Distância surgiu como uma alternativa para quem não encontrava meios de frequentar cursos presencialmente. Apesar do termo parecer novo há registros de aulas dadas sem a necessidade de ir à uma instituição desde o século XIX, ministradas por correspondência. Com a chegada da internet essa forma de estudo ficou ainda mais dinâmica e mostrou-se essencial principalmente para quem tem alguma deficiência. A chegada de novas plataformas como vídeos, áudios e a possibilidade de estudar no próprio tempo, com auxílio de um tutor, foi a forma que muitas pessoas encontraram para conseguir cursar uma graduação ou pós graduação sem precisar sair de casa.

Mecanismos de estudo inclusivos

Foto: Shutterstock

De acordo com a gerente do EAD, do Grupo Ser Educacional, Dayanna Ximenes “O sistema de Educação a Distância tem ferramentas que permitem a flexibilização do estudo pelo aluno, gerando autonomia para o estudante. Ele tem a liberdade de fazer seu próprio horário, estudar onde quiser e fazer o ritmo de estudo da forma que for mais conveniente para ele”. Essas características se tornam ainda mais importantes para quem não tem como ir até uma unidade presencial ou necessita de um método especial de estudo. “Temos alunos surdos, cegos e com deficiências físicas”, continua Dayanna, explicando que cada PcD (Pessoa com Deficiência) tem suas necessidades e a plataforma EAD fornece a tecnologia necessária para que o estudante consiga superar os obstáculos que, em outros tempos, o impediria de iniciar uma formação acadêmica.

Deficiência motora

Para quem tem dificuldade de locomoção a facilidade de estudar em qualquer lugar é um dos principais benefícios da EAD. “O aluno não terá problema com a mobilidade urbana porque dentro de casa, no celular ou no computador, ele pode  estudar normalmente”, comenta a gerente. E não é apenas o acesso ao conteúdo que faz a diferença. Nos cursos do Grupo Ser Educacional, por exemplo, há fóruns para que alunos de diferentes locais possam trocar informações sobre as disciplinas que estão cursando. Esta é uma prática incentivada pelos tutores, que passam materiais para serem discutidos entre os estudantes, tornando a prática inclusiva não apenas pela possibilidade de conseguir um diploma, mas também por permitir que pessoas com e sem deficiência consigam interagir dentro do mesmo ambiente.

Deficiência auditiva

Para o deficiente auditivo o aprendizado é novamente pensado para superar suas limitações. Por não poder ouvir conteúdos em áudio ou vídeo, muitos cursos disponibilizam um intérprete de libras, a linguagem de sinais para surdos, assim facilitando a absorção do conteúdo. “Se a gente detecta que tem algum aluno com essa deficiência já fazemos a tradução para libras. O intérprete de libras está presente nas web-aulas e nas webconferências, sendo o resto do material escrito”, afirma Dayanne.

Deficiência visual

A dificuldade para quem tem deficiência visual torna-se maior porque os principais conteúdos textuais ou audiovisuais não podem ser aproveitados em sua totalidade. O que no passado dificultaria a formação do estudante, já que não é possível ler em braile pelo computador, hoje já encontra tecnologia para traduzir textos escritos em áudios, facilitando a vida de quem não pode ler, com os olhos, o conteúdo disponibilizado.  

“Para o aluno cego é um pouco mais complicado porque ele precisa de um acompanhante para algumas atividades, porém existem programas específicos dentro dos nossos pólos estudantis para traduzir o conteúdo. O aluno que puder comparecer há alguma unidade do Grupo Ser Educacional pode usar, nos laboratórios de informática, o Dosvox, software que faz a tradução do que está sendo escrito na disciplina via áudio. Caso não possa, nós indicamos equipamentos que possam fazer a tradução para que ele consiga estudar”, finaliza a gerente EAD.

 

Já pensou em fazer algum curso a distância? Conta para a gente nos comentários qual você gostaria de cursar!

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