Fake news: veja como identificar falsas ofertas de emprego diante da pandemia

O cenário de pandemia provocada pelo novo coronavírus  fez com que cerca de 1 milhão de pessoas no país perdessem o emprego ao longo de maio. É o que aponta o levantamento divulgado no último mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa revela que, ao todo, 10,9 milhões de pessoas estavam desempregadas na última semana de maio, o que deixou a taxa de desemprego em 11,4%. Na primeira semana, este número era de 9,8 milhões e a taxa de desemprego de 10,5%.


Com isso, também cresceu a procura por ofertas de empregos anunciadas com mais frequência nos canais via internet. O que ocorre, no entanto, é que muitas dessas vagas com promessas de recolocação profissional no mercado não passam de golpes. As fraudes costumam fazer com que as vítimas percam tempo, dinheiro e permanecer sem conseguir um trabalho. 

Pensando nisso, separamos uma lista com dicas para te ajudar a não cair em falsas ofertas de emprego. Confira!

1-Desconfie de vagas anunciadas em redes sociais 

Sempre que uma vaga surgir em redes sociais como Whatsapp, Facebook, Twitter e outras mais, desconfie. Não clique de imediato. Algumas vezes, essas vagas podem ser falsas e tentam fazer a pessoa clicar em um link que leva a vírus e outros malwares ou funcionam como “iscas” (phishing) que tentam coletar informações sigilosas por meio de formulários em sites duvidosos, por exemplo.

Desconfie sempre da oferta, mesmo se uma pessoa da sua confiança a estiver divulgando. Muitas vezes, ela compartilha a vaga na intenção de ajudar amigos ou parentes que estão procurando oportunidades, mas não percebe que o emprego não existe. Na dúvida, entre em contato com a empresa mencionada na divulgação e confirme sobre a existência da vaga em questão.

Mas, em contrapartida, existem algumas redes sociais que são específicas para propagação de vagas de emprego. Uma delas é o LinkedIn, plataforma que capta e qualifica profissionais, além de servir como uma espécie de “currículo virtual”.

2- Cuidado com a cilada de pagar por uma vaga

Alguns golpes também acontecem de maneira mais estratégica. A empresa simula entrevistas, entrega documentos ou até mesmo um treinamento. Depois de tudo isso — ou antes —, o candidato é informado de que precisa pagar para fazer um exame, para passar por um teste psicológico ou simplesmente para ter direito à vaga. Cuidado! Muito provavelmente, pode ser um golpe.

Os serviços de recrutamento são pagos pelas empresas para direcionar profissionais. O trabalhador não deve ser impedido de assumir a vaga por falta de pagamento de nenhum tipo taxa.

3- Não acredite na promessa de vaga garantida

Sempre desconfie das ofertas de empregos propagadas com o discurso de vaga garantida.

O que acontece, geralmente, é que esse tipo de agência/empresa vai exigir que o candidato pague por um curso ou treinamento que o habilitará para o suposto cargo e depois some ou deixa de entrar em contato.

Nenhuma empresa garante vaga sem entrevistar ou testar os candidatos, nem se submete a contratações ruins ou inadequadas. Fique atento!

4- Desconfie de propostas com salários altos demais ou de grandiosas vantagens

Se uma empresa te oferece um salário bastante superior à média do mercado, os benefícios são muito vantajosos ou há um aviso em destaque dizendo que não é necessário experiência, desconfie. Pode ser mais um esquema que exigirá que você pague alguma taxa ou faça um curso.

As companhias só pagam salários elevados para profissionais altamente qualificados (com comprovação via testes rigorosos) ou que subiram de cargo gradualmente.

5- Busque anúncios em sites reconhecidos

Como você já sabe, há muitas ofertas enganosas de empregos. Para evitar golpes, opte sempre por canais seguros e, de preferência, com boas indicações profissionais. Pode valer a pena seguir as empresas do seu interesse no LinkedIn, por exemplo, que tem foco em relações profissionais, e possui muitas divulgações de trabalho.

No caso de concursos públicos, sempre entre no site da instituição pública pretendida para saber qual entidade irá cuidar do processo.
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