Gestão horizontal e vertical: você sabe a diferença?

Colaboração é ponto em comum nos dois modelos de gestão. Foto: pixabay

Quando se pensa no papel de cada funcionário dentro de uma empresa, muitas vezes a primeira imagem que nos vem à cabeça é de uma pirâmide. No topo ficaria o presidente ou os sócios majoritários, CEO e, descendo, os diretores, gerentes, colaboradores, prestadores de serviço e outros funcionários considerados por muitos como de “menor escalão”. Apesar de essa ser a estrutura mais comum, não é a única forma de se organizar uma companhia. No mundo corporativo é possível optar por gestões tanto horizontais quanto verticais, mas melhor do que escolhê-las é entender em que contexto elas seriam melhor aplicadas. Para tirar suas dúvidas, explicamos um pouco do que é cada uma. Confira!

Gestão Vertical

A versão mais tradicional de gestão empresarial possui um organograma que exemplifica bem os níveis hierárquicos. É fácil identificá-la porque sua divisão é feita de forma que seus funcionários sabem exatamente suas funções e atividades. Porém, enquanto as responsabilidades aparecem bem definidas, as organizações que optam pela gestão vertical podem se tornar refém de seus líderes. Para que ela funcione é preciso que aqueles encarregados de cargos superiores tomem decisões assertivas, uma vez que todo o funcionamento depende, em maior parte da sua liderança.

Gestão horizontal

Nesse modelo os funcionários têm uma autonomia maior para gerir suas atividades. Isso acontece porque não há muitos níveis hierárquicos, fazendo com o que o sistema seja mais informal e tenha menos burocracia na tomada de decisões. Geralmente, esse sistema é utilizado em empresas menores, nas quais não há necessidade de contratar um grande número de gerentes. Apenas um cargo de gestão fica com a função de traçar o caminho a ser seguido, quando todos dividem a responsabilidade, o que acaba sendo um fator motivacional para os colaboradores.

O contraponto é que, muitas vezes, quando a organização começa a crescer a quantidade de processos a mais pode gerar um sentimento de desnorteamento. Funcionários podem se sentir perdidos quanto a seus papéis e responsabilidades dentro da organização, ao passo de que o excesso de autonomia provoque uma ausência (ou diminuição) de autoridade por parte dos gerentes.

Principais diferenças das duas formas de gestão

A tomada de decisões – em empresas com gestão vertical os direcionamentos vem de cima para baixo, quando em empresas que adotam o modelo horizontal, os funcionários são orientados a consultar a gestão superior apenas em situações importantes, o que permite uma maior autonomia dos setores.

Comunicação – Um bom diálogo é a base de todo negócio. Porém, em instituições que adotam um modelo mais tradicional de gestão, essa comunicação pode ocorrer de forma mais lenta, principalmente por conta da burocracia para chegar em cargos de gestão mais altos. Isso acaba sendo um trunfo das gestões horizontais, que permitem que seus funcionários tenham um acesso mais aberto a seus superiores. Dessa forma, as resoluções são feitas de forma mais fluida, com um sentimento de colaboratividade maior.

Colaboração – Em ambos os modelos de gestão a colaboração é feita de maneira estruturada. No vertical, respeita-se o organograma, por isso há reuniões constantes e monitoramento das atividades, para que tudo ocorra de acordo com o planejamento e todos colaborem de acordo com suas funções. Na horizontal, os funcionários podem colaborar uns com os outros, tornando a tomada de decisões um trabalho em conjunto.

 

Gostou da nossa matéria? Coloca nos comentários qual é o modelo de gestão da empresa que você trabalha!

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