Home office: a tênue linha entre o privilégio e o desafio

Com a evolução da tecnologia e dos meios de comunicação, o método de trabalho mudou nas empresas. Uma dessas transformações foi o funcionário não precisar se deslocar até a corporação e poder trabalhar de casa, utilizando a internet e seu próprio computador como ferramentas. Essa prática ficou conhecida como home office, que significa “escritório em casa”, em tradução direta do inglês para o português.

–> Quatro motivos para aderir ao home office

No mercado de trabalho brasileiro, a prática ainda não é muito comum. No entanto, segundo João Paulo Andrade, analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o cenário está mudando. “É uma tendência”, resume o especialista.

Para o analista, as vantagens vão desde a questão financeira à motivação do funcionário. “A vantagem, principalmente, está na questão econômica, tanto para o funcionário quanto para a empresa. O colaborador economiza com transporte, com alimentação, o ganho de tempo e a melhora da saúde. Para empresa, também tem a questão da economia. Ela pode ter um espaço mais enxuto. Irá precisar ter um investimento menor em materiais e utilizar indiretamente a estrutura da casa do funcionário, além do ganho direto com o funcionário”, destaca o especialista.

Contudo, João Paulo afirma que se não houver disciplina e planejamento por parte de ambos os lados, o método pode ter um efeito negativo. “Com o home office, o funcionário pode perder a privacidade dele em relação à família. Ele querer se concentrar, por exemplo, e o filho interromper. Isso não deixa de ser uma desvantagem. Para isso, funcionários e empresas precisam estar alinhados. Precisam ser disciplinados e planejados”, evidencia.

Sem sede fixa, empresa assessora diversas empresas

Em janeiro deste ano, após rompimento de uma sociedade, Mariana Oliveira decidiu criar sua própria assessoria de imprensa. Assim, nasceu a Mariola, que conta com cinco funcionários. Todos eles trabalham em esquema de home office. Assim como destacou João Paulo Andrade, a questão econômica foi um fator primordial para Mariana aderir ao método.

“A gente reduz bastante o custo quando a gente não tem uma sede fixa. Claro que nos reunimos periodicamente e para isso nos encontramos em uma empresa “Coworking” (empresas que compartilha seu espaço físico para outras empresas)”, enfatiza.

Mariana também destaca alguns pontos negativos do home office que, segundo ela, é a perda da interação diária entre os funcionários. “Uma coisa que é ruim, que a gente perde, é a troca de ideias. Uma troca diária que o ambiente de trabalho (físico) traz de positivo”, lamenta. Outro problema, segundo ela, é a má adaptação ao serviço por parte de alguns funcionários. Para quem planeja se candidatar a esse tipo de vaga, ela deixa uma dica: “É preciso criar uma rotina. Trabalhar no home office não significa que você vai acordar e trabalhar no computador de pijama. Acho que isso não cria um ambiente legal de trabalho. Porque a casa da gente é repleta de atrativos para nos distrair. Tentar criar uma rotina para aquele trabalho, é uma forma de você organizar o seu momento de trabalho”, sugeriu.

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