Inclusão no mercado de trabalho: qual o papel das empresas na luta contra a transfobia?

Foto: Freepik

Janeiro é o mês dedicado à luta e visibilidade da comunidade travesti e transexual do Brasil.

Diante de um cenário desanimador e marcado pelo preconceito e violência, está inserido no mercado de trabalho é um desafio ainda maior para esse público. 

Em levantamento realizado em 2019, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), contabilizou que a maioria da população de travestis e mulheres trans tem a prostituição como fonte de renda devido à exclusão nos postos de trabalho. 

Entretanto, o engajamento das empresas e a renovação da cultura organizacional podem contribuir para a mudança desse cenário. 

“É de vital importância que as empresas tenham um forte trabalho de inclusão social. Quanto mais diverso for o ambiente de trabalho, mais rico e completo será”.

“Teremos vários pontos de vista e uma amplitude maior para enxergar um problema, o que faz com que a empresa seja dinâmica, proativa e moderna, conseguindo sempre antever uma situação difícil”, salienta a psicóloga e especialista em Recursos Humanos Adriana Severine. 

Além disso, ela pontua que ações que trabalham questões humanas devem ser adotadas pelas organizações.

No entanto, “a alta direção deve realmente acreditar nisso, caso contrário, serão apenas ações de RH sem alma e isso fica muito evidente para qualquer funcionário, logo, não consegue ter efetividade, naturalidade”, ressalta. 

“É necessário que as empresas tenham coragem para contratar e enfrentar as críticas para romper os paradigmas iniciais, depois, tudo fluirá com maior naturalidade”, frisa. 

TransEmprego

Com o objetivo de oportunizar e incluir pessoas trans no mercado de trabalho, a plataforma TransEmprego, criada em 2013, promove a divulgação de vagas, cadastro de currículos e, principalmente, a humanização de espaços e áreas institucionais através de palestras e consultorias para tornar o ambiente mais inclusivo.

As empresas interessadas em divulgar oportunidades na plataforma devem cadastrar-se no site transempregos.org, mas antes precisam realizar a leitura da cartilha “Agora Vai”. 

Homens e mulheres trans podem cadastrar, gratuitamente, o currículo no site. Assim como, filtrar as oportunidades já existentes na página. 

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