Inglês instrumental pode ajudar a compensar a falta de fluência para o mercado de trabalho

Com o inglês instrumental, é possível de maneira rápida dominar expressões, vocabulário, palavras voltadas para uma área de interesse

O inglês é um dos idiomas mais falados do mundo. Se pensarmos no mundo corporativo, ele assume a liderança com folga. A Índia, por exemplo, que possui uma população de mais de 1,300 bilhões de habitantes, tem o inglês como segunda língua oficial. No Brasil, essa realidade ainda é distante. Apenas 5% dos brasileiros são, de fato, fluentes, mas uma pesquisa realizada pela plataforma 7Waves, especializada em planejamento de metas, constatou que 40,2% das pessoas ouvidas pelo levantamento querem falar bem ainda este ano. 

Com mais de 14 milhões de desempregados, ter um outro idioma no currículo pode ser o diferencial. No entanto, se você faz parte da lista dos que possuem este objetivo para este ano e ainda não fala inglês, se atenha a uma forma de compensar a ausência dessa informação no currículo. Segundo a Analista de Recursos Humanos do Grupo Ser Educacional, Kilvia Lima Victor, priorizar o inglês instrumental é uma saída para desenvolver bem o trabalho e otimizar processos. “Na falta da fluência do inglês, creio que o colaborador deve aprender as nomenclaturas técnicas usadas na função ou de uso da cultura da empresa, além de facilitar sua integração, também facilitará seu desempenho de função. Criar uma espécie de mini dicionário corporativo, com todas as nomenclaturas que são usadas dentro do setor e para sua função”, orienta a analista. 

E você sabe o que é inglês instrumental? Conhecido também como English for Specific Purposes ou ESP, é um processo de aprendizado técnico voltado para propósitos específicos. No caso do trabalho, por exemplo, é possível de maneira rápida dominar expressões, vocabulário, palavras voltadas para uma área de interesse. Na verdade, o inglês instrumental é voltado para a leitura e o entendimento de textos, sejam eles manuais, corporativos, artigos científicos, provas de concursos e testes de proficiência de mestrados e doutorados. 

Para citar o conhecimento no currículo, é preciso ter cuidado para não cair em contradição. Não coloque que é fluente em inglês por conta do domínio instrumental. Especifique a sua habilidade. “O próprio entrevistador ao ver a informação pode querer certificar iniciando ou pedindo todo um diálogo na outra língua. A falta do domínio pode ser visto como mentira e usado como item desclassificatório”, afirma a Analista de Recursos Humanos, Kilvia Lima Victor. 

Quem colocou o inglês como meta para 2021 e ainda não tirou do papel, não precisa desanimar. Há seis meses pela frente e sempre é tempo de começar algo novo e buscar oportunidades. “Qualquer formação a mais será vista como fator de decisão pelo recrutador, principalmente para os que estão iniciando a carreira e irão enfrentar cada vez mais o uso e nomenclaturas em outros idiomas, o que pode favorecer e ser até ponto limitante para sua contratação”, afirma a Kilvia. 
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