Jovem Aprendiz: Qualificação profissional abraçada com os livros

Foto: Reprodução/ Freepik

Em um país onde a evasão estudantil cresce a cada ano, encontrar outras formas de manter o interesse do estudante é de suma importância para o seu desenvolvimento em sala de aula. De acordo com uma pesquisa realizada entre o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e Ministério da Educação (MEC), entre 2014 e 2015, cerca de 12% dos alunos brasileiros largam a escola ainda no ensino médio, sendo um dos motivos a pressa para entrar no mercado de trabalho. Uma alternativa que pode ajudar a combater esse êxodo é o projeto Jovem Aprendiz, que além de conceder direitos profissionais à adolescentes exige o comprometimento dos estudantes com a escola.

O que é Jovem Aprendiz?

Jovem Aprendiz é um  projeto do Governo Federal criado a partir da Lei da Aprendizagem (Lei 10.097/00), que tem como objetivo capacitar profissionalmente jovens de todo o país, com idades entre 14 e 24 anos. Essa capacitação é feita em parceria com diversas empresas de médio e grande porte, sem custo para os estudantes. O aprendizado pode durar até dois anos, período que o aprendiz terá atividades tanto teóricas (em sala de aula), quanto práticas (dentro da empresa contratante).

Nas pequenas e nas grandes empresas

Se você é um estudante do Ensino Médio saiba que há vários locais que podem lhe oferecer uma oportunidade de trabalho. A Lei da Aprendizagem determina que as empresas reservem uma cota, equivalente a cinco por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, para a contratação do jovem aprendiz. As atividades devem ser feitas em horários que não coincidam com o escolar, para não atrapalhar o rendimento do aluno. Além disso, é obrigatória a matrícula do estudante em cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem, oferecidos por entidades como Senai, Senac, Sesi, entre outros.

No meio do caminho tinha um contrato

Apesar de assemelhar-se muito a uma proposta de emprego tradicional e existem alguns detalhes que fazem toda a diferença quando falamos do jovem aprendiz. Um deles é o horário. O contrato assegura que os aprendizes que ainda estão estudando tenham apenas seis horas diárias de trabalho. Para aqueles que concluíram o ensino médio, esse número pode chegar até oito horas, desde que sejam computadas as horas em sala de aula, do curso obrigatório. Também é necessário um bom desempenho na escola regular e, na maioria dos casos, um tutor para ajudar nas atividades exercidas na empresa.

Benefícios

Por se tratar de uma formação técnico-profissional é assegurado aos estudantes um contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e com prazo determinado, não superior a dois anos. Além disso, o jovem deverá ter a Carteira de Trabalho assinada, assim como contribuir para a Previdência Social. Entre os benefícios que são adquiridos estão o pagamento de bolsa, 13º salário, recolhimento do Fundo de Garantia (FGTS) e férias que coincidam com o recesso escolar. A idade máxima para o ingresso do jovem no meio profissional só é desconsiderada em casos de contratação de portadores de deficiência.

 

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