Reforma da Previdência: saiba como poupar e investir

“Apertem os cintos! A nova era da reforma da previdência se aproxima”. É assim que muitos trabalhadores brasileiros têm se sentido com os novos anúncios da previdência social. Diante das mudanças financeiras, o cidadão não pode deixar de pensar no futuro e acumular reservas para garantir uma velhice digna. Com todas as novas mudanças, é comum que muitos ainda estejam perdidos acerca das finanças. Sobre o assunto, o professor de economia e consultor de empresas, Ecio Costa, nos ajuda a esclarecer as principais dúvidas. Confira!

Écio Costa, professor de economia /Arquivo Pessoal

1- Que medidas são recomendadas para quem deseja juntar e deixar o dinheiro render com essa reforma?

Ecio Costa: Independente da nova reforma, é preciso primeiro fazer uma organização financeira. A pessoa ou a família precisa saber como está sua situação em termos de receitas e despesas. É importante pensar em medidas  para que despesas caiam e que as receitas aumentem para complementar a renda. O primeiro passo é tomar ciência do que está acontecendo com suas finanças pessoais para, a partir daí, começar a pensar em aplicações financeiras que trarão algum retorno. 

2-Quais cuidados o trabalhador deve estar atento para não cair em golpes e perder dinheiro?

E.C:  O trabalhador deve tomar cuidado com algumas propagandas enganosas de retornos, por exemplo, de 20% ao mês, que são fora do comum e são muito difíceis de acontecer. Qualquer pessoa que invista deve estar muito atenta nesses possíveis golpes que, normalmente, são furadas e você acaba perdendo dinheiro. 


3-Quais alternativas para investir?


E.C:  Isso vai depender muito da situação econômica de cada pessoa. É importante pesar se você está ganhando mais do que se gasta.  Neste caso, é preciso pensar num fundo de emergência. Depois que se economiza esse montante, aí é que se deve pensar em investimentos de curto, médio e longo prazo. 
Investir a curto prazo, muitas vezes, tem a ver com a troca de um carro, uma viagem…

Neste caso, se acumula recursos para uma margem de um a três anos fazendo  tal reserva. Já quem tem condições de passar deste montante de investimento pode pensar naqueles investimentos de longo prazo, de cinco anos ou mais, onde se aplica mais renda variável. Tal investida conta com muita flutuação e, a longo prazo, apresenta um retorno maior.  


4-Qual sua perspectiva para a nova reforma e o que recomenda para todos?

E.C: Com a nova previdência, os trabalhadores devem estar preocupados em, não somente, fazer as aplicações obrigatórias do novo regime, como também passar a se preocupar com a previdência complementar. É ela quem irá trazer uma maior tranquilidade para a aposentadoria. Não há garantias que, no horizonte de mais cinco ou dez anos, outras reformas aconteçam, mas é provável que ocorram. Isso porque o ritmo de envelhecimento da população brasileira é muito alto e – mesmo com a nova reforma – tem apresentado pressão sobre o orçamento da previdência.
Dessa forma, é importante pensar que novas reformas aconteçam no futuro e a aposentadoria que você venha a ter não seja aquela que você calculava, quando começou a contribuir somente no regime público. É recomendável que se faça uma aposentadoria privada e se procure diversificar esses investimentos para que, na média, você tenha uma boa rentabilidade. 
Conheça também 7 regras importantes sobre a nova reforma!

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