Rotatividade no currículo: até que ponto é positivo?

Para muitos profissionais, trabalhar por anos na mesma empresa é motivo de orgulho. O sentimento de reconhecimento e pertencimento àquela ‘família’ corporativa é a mola precursora que faz sustentar uma rotina. Entretanto, a longevidade dentro de empresas está cada vez mais distante do cenário profissional atual. Assim, é comum encontrar pessoas que mudam de emprego em um curto espaço de tempo, principalmente, quando são mais jovens.

De acordo com o especialista em recursos humanos Carlo Albuquerque, esta rotatividade corporativa é mais visível entre os mais novos. “Percebe-se que profissionais mais jovens têm a tendência a mudar corriqueiramente de emprego. Isso se deve ao sentimento de alcance de novos objetivos e desafios. Assim como, para eles, permanecer em um mesmo ambiente ou função não representa estabilidade, mas acomodação. Este pensamento é muito diferente para quem está acima dos 40 anos, que diante da possibilidade de não conseguir mais ser inserido no mercado de trabalho, devido ao preconceito da faixa etária por parte de algumas empresas, prefere permanecer no mesmo lugar”, explica.

Visão das empresas

Os processos seletivos ocorrem com modos e dinâmicas distintas, ou seja, a depender das empresas. Logo, segundo Albuquerque, a rotatividade de emprego é vista de maneiras diferentes pelas contratantes. “Essa questão vai depender muito do perfil profissional que a empresa procura. Ao ter as informações sobre experiências profissionais do candidato e constatar a mudança corriqueira de emprego, a corporação pode interpretar de forma positiva ou não. No primeiro caso, a contratante poderá interpretar o profissional como alguém que gosta de desafios e se arrisca para alcançar os objetivos. No entanto, algumas empresas podem taxar o candidato como indeciso e falta de comprometimento a longo prazo”, ressalta.

Como evitar ambiguidades?

Diante do julgamento das empresas e uma possível eliminação, antes mesmo de uma entrevista, o especialista chama atenção para clareza na elaboração do currículo. “Para não abrir margem a uma interpretação negativa, o profissional pode disponibilizar alguns contatos, telefones ou e-mail,  para que o selecionador possa adquirir referências sobre o seu trabalho. Desta forma, evita-se interpretações errôneas acerca da rotatividade de emprego”, salienta.

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