Saber gerir bem o próprio negócio pode evitar falência

Júlio Gomes/LeiaJáImagens

Os anos de 2015 e 2016 foram difíceis para economia brasileira. Neste período diversas empresas e microempresas decretaram falência, no entanto com a melhora do cenário econômico os números negativos caíram cerca de 70% entre janeiro e abril deste ano, quando comparados ao primeiro quadrimestre de 2017, quando 295 empresas faliram. Os dados são do Instituto Nacional de Recuperação Empresarial, que apontam 85 pedidos este ano.

Para evitar a frustração profissional, é necessário uma boa gestão dos negócios. Além disso, algumas estratégias adotadas pelo Governo Federal tem ajudado a reajustar a questão econômica do Brasil,  isto faz com que as empresas consigam superar a crise e se reposicionar no mercado.

De acordo com a analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Conceição Moraes, alguns sinais podem ajudar os empresários a identificar o início do processo de falência.  “É interessante a empresa reconhecer que está entrando em processo de falência, mas não é tão perceptível. Por isso, existem alguns sinais, como não ter mais dinheiro para pagar as contas. Normalmente só reconhece quando acontece esse déficit, mas uma boa gestão identifica os erros e tenta consertá-los antes”, explica.

A analista descreve quais pontos o administrador deve observar:

Falta de dinheiro

Considerado o ponto principal no processo de falência, a falta de dinheiro provoca uma série de problemas. O administrador deve ter atenção quando não conseguir pagar mais impostos, custo operacional, pagar contas fixas, como: energia; água; materiais de consumo; fornecedores; telefone.

Falta de clientes

Identificar quando o número de clientes está em baixa liga o sinal de alerta para uma possível crise. Com menos serviços ou produtos vendidos, a receita cai. É necessário prestar atenção se há um alto grau de insatisfação na clientela. Esse pode ser o momento de se reposicionar no mercado e modificar a rota atual de conquista.

E quando visualizado esses pontos, Conceição aconselha a montar estratégias organizacionais e não se deter apenas a uma redução de custos brusca. Enquanto a isso, ela detalha: “É preciso implementar uma redução de custos consciente. Desde que isso não afete a qualidade do produto ou serviço. O momento é buscar alternativas e ter controle geral”, conclui Conceição.

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