Saiba como se comportar em redes sociais de trabalho

Postura on-line pode ser fator determinante na hora da contratação. Foto: Pixabay

Redes sociais podem ser ótimas formas de melhorar relacionamentos profissionais ou de encerrá-los para sempre. Não é errado dizer que sua atuação no mundo virtual pode ser um agravante na hora de conseguir (ou não) aquela oportunidade de emprego. Muitos recrutadores analisam as atividades on-line de seus candidatos para saber se o comportamento, do outro lado da tela, condiz com os valores da empresa e do cargo pretendido.

Essa observação é feita, principalmente, em plataformas voltadas para o contato profissional, como o LinkedIn. Memes, matérias compartilhadas e até a descrição do perfil são detalhes observados pelos profissionais de Recursos Humanos. Por isso, se você não tem certeza de como se comportar nesse universo digital, conversamos com especialistas que dão dicas do que postar e o que deixar de fora das redes. Confira!

Nada de gracinhas

Para a tristeza daqueles que gostam de se mostrar mais descontraídos, no topo da lista do que não postar nesse tipo de rede estão os memes. Segundo a gerente de Recursos Humanos Sabrina Torres, é bom evitar o excesso de humor. “No LinkedIn, principalmente, que é uma ferramenta muito utilizada para estudo, conhecimento e trabalho é bom evitar piadinhas”, afirma. Para o psicólogo e tech recruiter Rodrigo Gaião, a ferramenta não deve, de forma alguma, ser utilizada como uma extensão das redes pessoais, com propósito de entretenimento. “Todo e qualquer conteúdo que fuja desse aspecto (de trabalho), te coloca em uma posição onde você pode ser facilmente eliminado de um processo seletivo”, assegura.

Do perfil até as pontas

É preciso pensar que, no universo virtual, tudo passa a ser vitrine. Para conquistar uma boa oportunidade de trabalho o aspirante à vaga precisa caprichar desde a descrição do perfil, até as postagens que cria ou compartilha. Sabrina conta que já chegou a desistir de um candidato por causa da descrição pessoal. “Ele tinha o currículo que eu queria, mas colocou na descrição que era um cara que não tinha vida social e que até os amigos reclamavam disso. Na hora, pensei: ‘espera aí, ele vai trabalhar em equipe, quero não’, e desisti”.

Já Gaião chegou a ter a oportunidade de contratar quem soube usar, em um texto, as experiências pessoais fazendo um paralelo com a posição pretendida. “O primeiro ponto é entender que, no geral, as empresas e recrutadores procuram conteúdos que estejam associados a certas posições. Busque conhecer um pouco mais sobre a função que deseja e, a partir daí, captar quais aspectos das sua experiência se aproximam dos requisitos do cargo”, explica.

Você é o que você posta

Outro ponto para ficar atento é a criação de conteúdos autorais. Esse tipo de publicação chama muita atenção dos recrutadores, mas também pode ser um tiro no pé, caso não seja bem elaborada. “Acho extremamente válido postagens autorais, mas é preciso ter muita atenção ao tom, grafia e objetivo dos textos”, diz Rodrigo Gaião.  Ele reforça que as publicações devem ser de interesse de um nicho específico, para assim gerarem altos números de visualizações e compartilhamentos e se tornarem ainda mais relevantes.

Por fim, segure a vontade de gerar dezenas de conteúdos, se houver pouca relevância. “Evite deixar transparecer que você quer ser muito legal, movimentando a rede o tempo todo. Faça algumas postagens de acordo com sua carreira, mas não faça o mesmo que sua rede social pessoal. É melhor atualizar mais se você fez alguma certificação ou um curso”, finaliza Sabrina.

 

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