Saiba como ser efetivado no emprego temporário

A coordenadora de Recursos Humanos do grupo Ser Educacional, Amanda Monteiro, dá dicas

Em meio à pandemia do novo coronavírus no Brasil, as vagas de emprego temporárias estão crescendo.

De acordo com o levantamento da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), as áreas com maior número de oportunidades são saúde, alimentos, indústria de suprimentos e demais serviços essenciais. 

A modalidade trabalhista é prevista por lei e tem duração máxima de 180 dias, podendo ser prorrogada, apenas uma vez, por até 90 dias. Além disso, o trabalhador temporário tem direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), hora-extra, adicional noturno (20% da remuneração), pagamento de férias proporcionais, descanso semanal remunerado, entre outros benefícios. 

Além disso, o trabalhador temporário tem direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), hora-extra, adicional noturno (20% da remuneração), pagamento de férias proporcionais, descanso semanal remunerado, entre outros benefícios. 

Diante da instabilidade, provocada pelo avanço da doença no país, as vagas temporárias surgem como alternativa para aqueles que desejam retornar ao mercado de trabalho ou estão em busca do primeiro emprego.

Nesse contexto e mantendo o otimismo no cenário pós-pandemia, muitos profissionais almejam a efetivação.

Muitos são os fatores que levam uma empresa a transformar um trabalhador temporário em efetivo.

“Em primeiro lugar, deve-se levar em consideração o momento da empresa. Em alguns momentos, ela pode ter essas vagas e orçamento para realizar a efetivação do temporário. No entanto, a efetivação acontece quando se percebe que o funcionário tem comprometimento e dedicação, além de aderência à cultura da empresa. Então, nesse período de temporário, o gestor observa algumas características e competências desse profissional como assiduidade, comprometimento e vontade de ser efetivado”, observa a coordenadora de Recursos Humanos do grupo Ser Educacional, Amanda Monteiro. 

Para quem deseja continuar como funcionário de uma instituição após o término do contrato temporário, Amanda Monteiro elenca alguns pontos que ajudarão nesse processo. Confira:

Pontualidade

Se você tem problemas com o relógio, é melhor rever essa situação. A maioria das empresas prezam pela pontualidade e cumprimento da carga-horária de trabalho. Um profissional que se atrasa constantemente passa uma postura de descomprometimento. 

Compromisso

Executar bem as tarefas que são designadas, mostrar proatividade e cumprimento da jornada de trabalho são, sem dúvida, características que os gestores das instituições buscam em um profissional. Ter compromisso com as demandas é sinônimo de que a empresa pode contar com esse funcionário nas diversas situações.

Disponibilidade

Essa característica demonstra comprometimento, dedicação e energia, que são pontos valorizados pelas empresas. Em uma eventual efetivação, é muito provável que esses atributos contem a seu favor.

Interesse em aprender

“Entende-se que esse temporário ainda não sabe das coisas que devem ser feitas na sua integralidade, mas esse interesse em aprender e disposição fará toda diferença”, aponta a coordenadora.

Vontade

Profissionais que buscam sempre aprender e melhorar o desempenho durante a permanência na corporação demonstram que estão dispostos a sair da zona de conforto e ambição por evolução.

Além dessas dicas, Amanda comenta sobre o que pode atrapalhar uma possível efetivação.

“Além da condição econômica da empresa, outros fatores não favorecem a contratação do profissional. É o caso do trabalhador não apresentar o perfil comportamental ou técnico. Se a pessoa, no período de experiência, começa a faltar, atrasar sem justificativa, apresentar atestados que dará para perceber que não são por questões de saúde, mas uma desculpa para não ir ao trabalho. Além disso, reclamações constantes, problemas com a equipe, dificuldade de subordinação ao gestor podem atrapalhar a efetivação”, salienta. 

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