Saiba os setores que mais contrataram em 2020

O ano de 2020 está chegando ao fim com uma situação desanimadora no Brasil no que diz respeito à empregabilidade: atualmente, são 14 milhões de desempregados, o que representa uma taxa recorde de desocupação na casa dos 14,4%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid-19). Apesar de termos setores fechando o ano com o saldo de empregos no vermelho devido ao volume de demissões, ainda há esperanças.

Desligamentos à parte, o Brasil encerrará 2020 com o saldo de emprego formal positivo (ou seja, mais contratações que demissões) no mês de novembro, que teve 414.556 vagas de emprego com carteira assinada abertas frente a 1.532.189 contratações e 1.117.633 demissões no mês anterior. Isso significa que apesar de estarmos vendo um grande contingente de desempregados, especialmente nos setores de serviços e comércio, há também muitas contratações.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a administração pública, o comércio e a indústria eram os setores que mais tinham pessoas de 14 anos ou mais trabalhando no País na semana de referência em que a pesquisa foi feita. Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia, mostrou que até o mês de novembro, o País teve 1.532.189 admissões em todos os setores. Desse total, o setor de serviços foi responsável por 656.187 ocupações, seguido pelo comércio, com 430.603, e pela indústria, com 251.174 admitidos.

Em seguida, aparecem a construção civil (139.208) e agropecuária (55.017). Segundo o economista do Conselho Regional de Economia de Pernambuco (Corecon-PE), André Morais, essa realidade pode mudar, uma vez que os recordes de contratações que temos visto em outubro e novembro têm sido atribuídos tanto a reaberturas quanto ao auxílio emergencial do Governo Federal. Ele lembra que o estado de calamidade pública decretado em razão da pandemia de Covid-19 se encerra no próximo dia 31 de dezembro e, com ele, os pagamentos do auxílio emergencial também estão previstos para acabar, o que poderia afetar o reaquecimento da economia e, consequentemente, a retomada dos empregos.

“Nos próximos [balanços de empregabilidade] talvez a gente não veja um número tão expressivo”, afirmou André. Atualmente, há um projeto dos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Esperidião Amin (PP/SC) que pede a prorrogação do pagamento do auxílio e do estado de calamidade até 31 de março. O texto, no entanto, não foi aprovado até o momento.

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