Saiba pedir demissão sem manchar sua imagem profissional

De acordo com uma pesquisa divulgada pela empresa de recrutamento Michael Page em 2015, sobre os motivos mais comuns para pedidos de demissão, cerca de 22% dos profissionais solicitam desligamento das corporações por receber uma nova oportunidade de trabalho. Em segundo e terceiro lugar apareceram estagnação e desestímulo.

Nesse contexto, é importante tomar alguns cuidados no processo de desligamento do emprego para que o profissional não se prejudique com escolhas e atitudes que arranhem a sua imagem profissional. Posturas erradas também podem fechar futuras oportunidades de trabalho e negócios.

De acordo com a psicóloga e especialista em Gestão de Pessoas e Empresarial Flávia Petribú, quando um funcionário decide sair da empresa, é importante avisar com antecedência, cumprindo o aviso prévio para que o quadro de colaboradores da instituição não seja prejudicado. 

Segundo ela, essa atitude “mostra consideração e gratidão pelo trabalho atual”. Para Flávia, ser transparente com a chefia a respeito das razões que levaram o funcionário a decidir se desligar também é um ponto fundamental. 

Para a sócia da empresa Ágilis RH, Carla Miranda, além de dar tempo para a companhia procurar outra pessoa e até ajudar a escolher um funcionário caso solicitado, é preciso bancar a própria decisão no lugar de forçar situações para conseguir uma demissão sem justa causa com o objetivo de receber multas rescisórias, auxílio-desemprego e ter acesso ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).  

“É importante bancar a sua decisão com os ganhos e perdas que ela acarretar e, se tiver abertura, o funcionário pode negociar uma saída compartilhada em que nem empregado nem empresa percam muito com os encargos trabalhistas”, explicou a especialista. 

Falar mal sobre a empresas e contar problemas vivenciados durante o trabalho em outros contextos, segundo ambas as especialistas, é uma atitude antiética e pouco profissional que prejudica a imagem do funcionário no mercado de trabalho. Flávia Petribú explicou que “os problemas e incômodos devem ser tratados com o chefe” para que tudo seja sanado e não haja nenhuma pendência ou mal entendido no momento do desligamento. 

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