Saiba qual o momento certo de pedir um aumento de salário no trabalho

Tão difícil quanto acertar o salário na hora da contratação, é pedir um aumento quando se já está contratado. Geralmente, poucos solicitam tal recurso por medo de gerar um clima pouco agradável com o chefe. Segundo especialista, pedir aumento é uma atividade normal, mas deve ser feita com uma abordagem específica após análise do contexto no qual a empresa vive e de outra série de critérios.

“O melhor momento de falar em questão salarial é analisar se a empresa está com resultados positivos, ou mesmo a atual situação do País”, pondera Sérlica Maia, especialista em treinamento e desenvolvimento de profissionais. A psicóloga organizacional afirma que até mesmo observar o humor do chefe é recomendável nessa ocasião, a fim de evitar situações de estresse.

Não é indicado fazer rodeios. O ideal é ser objetivo e seguro em sua abordagem. “Nesse momento você tem que ser claro e conciso, não fazer rodeios e ter subsídios de planilhas e demonstrativos que viabilizem o seu preito”, enfatiza Sérlica. Para ela, o profissional tem de mostrar argumentos concretos, como desempenho, competências e resultados que justifiquem a promoção.

Maia diz que em nenhuma situação o colaborador deve alegar motivos pessoais para solicitar o aumento, podendo passar a impressão que o mesmo não sabe administrar bem suas finanças. Além disso, outros colaboradores podem alegar o mesmo motivo e isso pode gerar insatisfação generalizada. Nesta situação, o mais correto a se fazer é solicitar aumento coletivo – levando em conta a função de cada um exerce.

Em caso de proposta de outra empresa, o colaborador não deve ter receio em apresenta-la para a atual diretoria. “Contratar outro funcionário para a sua função com certeza sairá mais caro e seu gestor pode ficar mais ‘flexível’ à ideia de melhor remunerá-lo”, explica Sérlica. Porém, o profissional deve ter cuidado “para a proposta não soar como chantagem”.

Outra precaução que o colaborador deve ter nesse momento é não confundir objetividade com agressividade. O profissional deve ser firme, porém, sem ser rude. No caso de o chefe pedir tempo para pensar, o indicado é esperar por quinze dias, no máximo. Posteriormente, o assunto pode ser abordado novamente. Se a resposta for negativa, não passa boa impressão mostrar irritação desacerbada, isso pode gerar uma possível demissão.

Espere o momento certo

Roberto Moreira é funcionário de uma empresa há sete anos. Quando foi contratado, a diretoria prometeu aumento gradativo com o passar dos anos. Antes de completar um ano de contrato, uma mudança radical na gerência da instituição preocupou o funcionário: agora, o aumento gradativo estava só na promessa. O funcionário recebe hoje exatamente o que recebia no início de seu vínculo. Com a instituição estabilizada financeiramente, ele resolveu solicitar o tão esperado aumento, mas com as precauções devidas para um assunto tão delicado.

“Fui sincero e transparente. Apresentei pesquisas salariais de profissionais que exercem a mesma função que eu, para comprovar que minha remuneração não corresponde à média atual do mercado”, conta o profissional, que se mostra otimista com as conversas preliminares. No relatório entregue aos diretores, o profissional afirma que consta outras funções praticadas por ele, além das que estão previstas em contrato. Com isso, o editor de web espera comprovar sua importância para instituição.

Descubra também a diferença entre um coach e um mentor!

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.