Saúde mental é sinônimo de rendimento e qualidade profissional

Ninguém escapa. Trabalhar é uma consequência natural da vida adulta, que consigo traz obrigações pessoais (financeiras) que são transferidas dos pais e/ou responsáveis para o sujeito que alcançou a maior idade. A nova fase de demandas profissionais, ao longo do tempo, pode estar acompanhada de muitas cobranças e pressão por parte dos patrões. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem no Brasil 23 milhões de pessoas sofrendo com transtornos mentais que necessitam de algum atendimento em saúde devido aos altos índices de cobranças no ambiente de trabalho. E isso corresponde a cerca de 12% da população.

Como uma consequência desses dados, outras informações coletadas pela OMS observaram também que 5,8% dos brasileiros sofrem com depressão, sendo o país com maior índice desta condição na América Latina. Segundo o psicólogo e supervisor de saúde mental, Flávio Romero Júnior, os padrões adequados de saúde metal no trabalho exigem bem-estar e tranquilidade para que o sujeito possa executar bem, e com qualidade, suas habilidades. “Em geral, esse deve ser um lugar que propicie prazer, pois ficamos muito tempo do nosso dia trabalhando. Desse modo, trabalhar é uma expressão de uma vida psíquica coerente e adequada. Estarmos bem, do ponto de vista de nossa saúde mental, expressa forte relação com o trabalho”, analisou.

O especialista responde

 – O que pode acontecer com as pessoas que estão em um ambiente de trabalho “inadequado”?

Quando o sujeito não consegue encontrar esse bem-estar no ambiente de trabalho ele se frustra e corre o risco de diversos problemas que afetam as relações interpessoais, como fadiga, esgotamento, stress, síndrome de burnout, entre outras. É importante dizer que quando o trabalho não é considerado pelo sujeito uma fonte de prazer, é provável que baixe as aspirações e cause desinteresse e angústia no indivíduo.

– O que podemos fazer para afastar os fatores prejudiciais à saúde mental no ambiente de trabalho?

Não existe uma “receita”, mas de modo geral, nós que somos trabalhadores devemos alinhar nosso desejo da forma mais coerente possível, tentando sempre criar hábitos saudáveis e que contribuam para nosso bem-estar no trabalho. A parte contratante pode também promover estratégias para dirimir o mal-estar que, por ventura, a cultura organizacional promova. Os patrões devem pensar sempre no capital humano da empresa, isto é, as pessoas que tem dificuldades e limitações e necessitam ser acolhidas nessas demandas. Esse auxílio pode vir com pequenas pausas no serviço para conversas, cafés, ginástica laboral e outros tantos incentivos para ajudar o clima motivacional dos seus colaboradores.

– Por que o bem-estar emocional do funcionário é importante para a empresa?

Um funcionário em consonância com os objetivos da empresa representa uma empresa funcionando adequadamente. Se isso fluir de modo satisfatório irá promover um clima organizacional pautado no respeito, na ética e na valorização de competências. Além disso, o sujeito que está bem em seu ambiente de trabalho tende a desenvolver mais e melhor as suas atribuições, além de evitar que esse trabalhador precise de afastamento médico para tratar de doenças físicas decorrentes da má saúde da mente.

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