Será que está na hora de mudar de área?

De acordo com o IBGE, 67% dos desempregados têm entre 18 e 39 anos. Foto: Freepik

Após terminar uma graduação, muitos profissionais acabam não encontrando espaço em suas áreas de atuação ou, até mesmo, se frustram com o mercado. Para se adaptar às mudanças a fim de conseguir espaço, muitos optam por novos caminhos, desde segundas graduações até empregos em áreas completamente diferentes da original. Um levantamento realizado pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) aponta que 34,3% dos profissionais formados estão desempregados. Para driblar esses dados especialistas dão dicas sobre as principais formas de retornar ao cenário mercadológico.  

Dados do desemprego

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 13 milhões de pessoas estão atualmente desempregadas no Brasil. Ainda segundo o IBGE, 67% dos desempregados têm entre 18 e 39 anos. Dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) em fevereiro de 2018, apontam que o número de pessoas trabalhando por conta própria chega a 23,18 milhões.   

Dicas do especialista

O coach em Programação Neurolinguística (PNL), Jonnath Monteiro, destaca que o profissional que deseja retornar para o mercado de trabalho, precisa ter foco no ramo em que deseja atuar e, posteriormente, se preparar para ingressar na área de sua escolha. “Não adianta sair fazendo especializações e mudando de área quando não há uma meta pessoal. Por mais difícil que possa parecer, focar primeiro em suas próprias metas ajuda até a te deixar mais confiante para procurar emprego. E o mercado de trabalho vai perceber você está mais focado e confiante. Isso conta muito diante de uma contratação”, ressalta o especialista.

Para Monteiro, exercitar suas habilidades é uma tarefa que o profissional deve colocar em prática estando empregado ou não. O coach afirma que a criatividade é peça fundamental para chamar atenção do mercado. “Estar desempregado é uma oportunidade para exercitar habilidades como criatividade, resiliência e autoconfiança. Você é a sua empresa. Você precisa se contratar primeiro. Não confunda esperar com deixar de agir. A vida é sua. A responsabilidade de você estar desempregado, no fim das contas, não pode ser do mercado de trabalho. Se, em último caso, não houver saída, encontre você mesmo um novo caminho. E se o novo caminho não é compatível com sua meta, use-o como degrau, para mais tarde se aproximar mais do que você quer”, afirma.  

A hora de mudar

A estudante do segundo período do curso de psicologia, Andressa Lira, vem se precavendo contra o desemprego realizando diversas especializações e atuando em diferentes áreas no mercado de trabalho. Aos 27 anos, após trancar a graduação de geografia no último período por perceber que não encontraria espaço no mercado, especializou-se em língua estrangeira e atualmente atua em uma escola de idiomas como professora de inglês. “Trabalhei um período da minha vida no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e quando fui demitida procurei fazer um curso de inglês para ampliar minha área de atuação profissional. Eu percebo que o mercado está cada vez mais contratando pessoas mais bem especializadas. Ampliando meus conhecimentos posso me precaver do desemprego”, explica.  

Andressa afirma que pretende terminar a graduação de psicologia e atuar na área, mas não descarta outros ramos profissionais. “O mercado de psicologia é amplo e vem crescendo bastante. Pretendo trabalhar como psicóloga, mas devido à instabilidade do mercado, sempre procuro enveredar em outras especializações para antever possíveis momentos de crise”, destaca.  

Especializar-se é a chave

Segundo a gestora de Recursos Humanos, Flávia Belo, o profissional que deseja voltar ao mercado de trabalho deve especializar-se em sua área de atuação. “Se o profissional já tiver experiência na sua área, é melhor procurar especialização para voltar ao mercado. Você tem pessoas que estavam no cargo de gerentes de grandes empresas e querem ser psicólogos, isso é possível, mas é preciso estar disposto a abrir mão da carreira, do currículo e do possível salário”, diz.

Flávia destaca que, em nível de empregabilidade, o mercado vem registrando uma tendência em profissionais que optam pela área de consultoria “Uma tendência no mercado de trabalho que temos observado em nível de empregabilidade, é que muitas pessoas saem das empresas e investem no ramo da consultoria. Isso vem acontecendo principalmente com profissionais que possuem cargos elevados, como por exemplo, grandes executivos de indústrias. Na maioria das vezes, esses profissionais já têm experiência na área e são bastante especializados na questão teórica”, conclui.   

 

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.