Troco likes: como utilizar as redes sociais para fazer networking?

Criar uma rede de relacionamento profissional é um dos princípios básicos para obter êxito no mercado de trabalho. Além de um bom currículo, formação e experiência corporativa, ter um eficiente contato interpessoal conta no momento de indicações e contratações.  

Ao que tudo indica, as redes sociais, antes utilizadas para fins de entretenimento, consolidaram-se como mecanismo para o fortalecimento e surgimento de networking profissional.

O Head do centro de inovação Overdrives, Luiz Gomes, reforça este pensamento e ressalta como utilizar as redes sociais para fins corporativos. “Todas as redes sociais possibilitam o networking. Entretanto, é necessário traçar um plano, uma estratégia de como utilizá-las.

Para isso, é necessário realizar uma análise dos seus objetivos e direcionar o uso das redes para isto”, explica. O Head pontuou quatro principais redes sociais – Linkedin, Twitter, Facebook e Instagram – e maneiras para transformá-las em ferramentas profissionais. Confira!

Linkedin

Assim como as outras mídias, o Linkedin possibilita interações e elas podem refletir, direta ou indiretamente, na carreira. Uma pesquisa realizada pela Jobvite, em 2014, revelou que 79% dos recrutadores, que participaram da entrevista da empresa de softwares de contratação, utilizaram a plataforma para novas contratações. “O Linkedin é uma rede pensada para a questão profissional. Porém, há pessoas que ainda publicam conteúdos pessoais, que não estão em consonância com a proposta da plataforma”, aponta Luiz.

Twitter

Criado em 2006, o microblog oferecia 140 caracteres para os usuários compartilharem os mais variados assuntos. A plataforma atraiu atenção dos veículos de comunicação e empresas de distintos segmentos. “O Twitter funciona de forma distinta, por exemplo, do Facebook. Você não precisa permitir, em caso de contas não privadas, que alguém acompanhe as postagens. Para se criar uma rede de networking, deve-se filtrar os perfis de interesse. Ou seja, empresas e revista de segmentos em consonância ao seu projeto profissional”, destaca.

Facebook

Há 15 anos, Mark Zuckerberg,  juntamente ao brasileiro Eduardo Saverin e os estadunidenses Dustin Moskovitz e Chris Hughes, fundou o Facebook. Inicialmente, a plataforma era utilizada apenas por estudantes da Universidade Harvard, mas se popularizou ao ultrapassar os muros da academia. Em meio a fotos, textões e compartilhamento de conteúdos jornalísticos ou não, o Facebook funciona como canal para uma possível indicação, contratação ou promoção. “O Facebook é uma boa vitrine. Mas é preciso ter cautela ao usá-lo, porque muitas pessoas expõem muitas coisas e falam mais do que escutam. O ponto positivo da desta rede social é que você pode filtrar quem tem acesso aos seus conteúdos. Assim, limita-se certos conteúdos a um público específico”, observa.

Instagram

Com mais de 1 bilhão de membros ativos, o Instagram é um dos principais mecanismos para o marketing pessoal e profissional. O aplicativo oferece dois tipos de perfis – comercial e pessoal, o que contribui para o surgimento de empreendimentos de produtos ou serviços. “Comparando-o com as demais redes sociais já citadas, o Instagram tem esta vantagem de direcionamento”. Questionado sobre a necessidade de ter dois perfis, um profissional e outro pessoal, o Head afirma que não há exigência em realizar esta separação. “O que é necessário, em primeira instância, é refletir e questionar: ‘eu estou preparado para ser julgado e criticado pelas coisas que compartilho ou publico no meu perfil?’ Caso a resposta seja negativa, deve-se optar por um novo perfil. No entanto, se for uma afirmativa, a pessoa deve ter como premissa o bom senso e equilíbrio”, comenta.

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.