Virei chefe dos meus amigos: e agora?

Ao entrar em uma empresa, muitas pessoas almejam prosperar na carreira e alçar voos cada vez mais altos dentro da instituição. Uma promoção indica reconhecimento e sempre é recebida com muita felicidade. No entanto, o desafio se torna maior quando quem assume um cargo de chefia ou gestor passa a liderar o grupo de amigos.

“A postura de quem assume uma posição de gestor deve ser sempre muito profissional e não deve haver nenhuma diferenciação no tratamento dado ao colaborador com quem mantém relação de amizade e os demais. Este tratamento sempre homogêneo, acompanhado de um discurso transparente, irá, com o tempo, conquistar a confiança de todo o time e colocar cada vez menos importância à relação de amizade existente”, alerta o líder de projetos e sistemas da Bematize HR Innovated, Vandson Cunha.

Amigos, amigos…hierarquia deve ser respeitada!

Algumas vezes, a relação de amizade no âmbito profissional pode atrapalhar o andamento das questões na instituição. Neste caso, Vandson alerta que é errôneo pensar que essa relação não mudará após a promoção.

“Primeiramente é preciso aceitar que a relação de amizade será afetada inevitavelmente e que não é possível uma total separação dos mundos pessoal e profissional, afinal estamos falando de relações humanas. No entanto, este impacto não precisa ser necessariamente negativo, muito pelo contrário, as relações podem se beneficiar mutuamente e se fortalecerem nesta condição”, explica.

Sobre como deixar clara a questão da hierarquia, o especialista é categórico. “Para a relação de subordinação ficar clara e fluir de forma harmônica, o processo é o mesmo para qualquer colaborador, amigo ou não, e envolve o engajamento do colaborador nos objetivos propostos e na forma de liderança , o que começa com abordagem transparente, colaborativa e focada em um propósito”, ressalta.

A linha tênue entre trabalho e amizade

Um bom relacionamento, independente do cargo exercido, com os colegas ou amigos de corporação, é bem visto, mas requer alguns cuidados. “Aqui temos uma linha tênue onde se faz necessário alguma sensibilidade para não se tornar muito rígido e autoritário, uma vez que é natural que as relações se misturem em certa medida, pois não são processos matemáticos. No entanto, sempre que entender que uma atitude está comprometendo o trabalho ou clima organizacional, devemos agir rapidamente com um feedback franco, pois uma hesitação poderá ser interpretada mais facilmente como conivência neste tipo de relação”, comenta Cunha.

Além disso, ele explica que “uma boa relação de amizade não é de responsabilidade exclusiva do amigo-gestor e que, para que ela seja conservada, é necessário respeito mútuo aos papéis e responsabilidades de cada um”.

Em caso de comentários depreciativos ou fofocas ocorridas no círculo de amizade, o líder de projetos e sistemas da Bematize HR Innovated atenta para uma postura firme e profissional para resolver a questão. “O desinteresse e desapreço do gestor por estes assuntos farão, naturalmente, que eles deixem de existir muito rapidamente”, destaca.

Demissão


“Este é um momento crítico e onde não se pode errar, sob pena de ferir gravemente a amizade, pois é um momento delicado onde os sentimentos e emoções estão mais aflorados. Aqui é fundamental que os motivos do desligamento estejam muito claros e o evento seja precedido de frequentes feedbacks claros e honestos. Com a consciência tranquila de que fez a sua parte, basta torcer para que seu amigo tenha maturidade suficiente para entender o processo e que a amizade prossiga com poucos arranhões”, destaca Vandson Cunha.

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